• Virgínia L. S. Levy

Entendendo o que são as drogas

Todo mundo, em algum momento da vida, já ouviu falar sobre “drogas”. Seja na escola, em festas, em filmes, na televisão, nas redes sociais, no YouTube… A palavra é muito conhecida e é associada tanto a diversão como a problemas.


Mas, afinal, o que são drogas?


Geralmente, usamos este termo para falar de substâncias ilícitas, que trazem algum tipo de comprometimento físico e mental para quem usa. No entanto, bem pouca gente sabe realmente o que essa palavra quer dizer. Mesmo as pessoas que lidam com a droga diariamente podem se confundir se perguntadas por uma definição.


Pensando nisso, resolvemos trazer a definição do termo para ajudar àqueles que buscam entender melhor sobre o tema.



Definição oficial de droga


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), droga é um termo que se refere a qualquer substância, lícita ou ilícita, que provoque uma alteração no funcionamento do Sistema Nervoso Central.


Outro termo que tem este sentido é substância psicoativa, isto é, uma substância que tem efeito no que pensamos e sentimos, ou no “psicológico”, como se diz popularmente.


Nesta categoria, estão enquadradas quaisquer substâncias que alterem os nossos mecanismos de percepção, sensação, sentimento, pensamento, tomada de decisões e ação. Assim, um remédio para dor de cabeça poderia ser considerado uma droga, pois ele afeta a nossa percepção de dor.


Esta definição mais abrangente explica a origem do termo “drogaria”, por exemplo, que é sinônimo para “farmácia”. Este, por sua vez, tem sua origem em outro termo que usamos pra falar deste tipo de substâncias: “fármaco”.


O termo “pharmakon” surgiu na Grécia Antiga, e faz referência ao uso ritualístico de alguma erva para aplacar os deuses responsáveis por alguma doença. Naquele tempo, em que não se conhecia muito sobre o corpo humano e sobre seres microscópicos, como vírus e bactérias, entendia-se que eram os deuses quem provocavam as doenças. Só mais tarde surge a compreensão do mecanismo das doenças, e que as plantas possuíam propriedades que afetavam diretamente este mecanismo.


Já o termo “droga” tem uma origem controversa. Ao que tudo indica, teria se originado do termo “droog”, que significa “folha seca” em holandês antigo. Assim, tanto “fármaco” quanto “droga” se referem ao uso de subterfúgios para curar doenças, aplacar dores e promover uma alteração na mente e no corpo.


Um analgésico, contudo, tem um claro efeito físico, mas não tem um efeito psíquico tão acentuado como o que encontramos com o uso de outras substâncias. O modo como podem afetar o psicológico de um ser humano muito além do aspecto físico (como o social), é algo que pode variar conforme o contexto, a relação criada com a droga, o lugar que ela ocupa na vida do indivíduo e até as características de cada uma.


Para compreender este último aspecto, costuma-se utilizar uma divisão que vamos explicar abaixo.



Tipos de drogas, conforme seu efeito no Sistema Nervoso Central (SNC)


Pensando nos diferentes efeitos possíveis, podemos dividir as drogas em estimulantes, depressoras e perturbadoras. Quando tomamos um café antes do trabalho, por exemplo, estamos fazendo uso da cafeína, que é uma droga estimulante.

Isto significa que, ao tomarmos café, nos sentimos mais dispostos, sem sono, motivados a realizar atividades. Este é o mesmo processo que acontece, em outra escala, com outras drogas estimulantes, como a cocaína e o crack.


Por outro lado, com drogas depressoras, como os calmantes, o álcool e algumas espécies de maconha, temos uma queda no funcionamento do Sistema Nervoso Central (SNC). Sentimos um efeito mais próximo do sono que do estado de vigília (o de estar acordado).


À primeira vista, parece fácil distinguir estes dois efeitos: basta observar quais drogas nos dão sono, e quais nos tiram o sono, certo? Na verdade, a situação é bem mais complexa: fatores pessoais, culturais, físicos e sociais, além do uso combinado de substâncias, podem influenciar o efeito que as drogas trazem, confundindo-se estes efeitos.



Além destas, há ainda uma terceira categoria, que diz respeito a drogas perturbadoras. Neste grupo estão drogas como o LSD, que são substâncias que não se limitam a diminuir ou potencializar o Sistema Nervoso Central (SNC), mas perturbam o seu funcionamento.


Assim, podem causar alterações perceptivas, alucinações, e alterações mentais. É possível, por exemplo, ver cores, objetos ou pessoas que não estão presentes, ouvir sons que estão somente em nossas mentes e por aí vai. É por este motivo, inclusive, que algumas destas substâncias são escolhidas para fins ritualísticos, embora não sejam as únicas.


Conhecendo os riscos das drogas


Muitas pessoas costumam acreditar que somente drogas ilícitas possuem riscos. Porém, para entender o risco, é preciso compreender os efeitos que cada substância possui, o uso que cada pessoa está fazendo delas e que impacto ele está causando na vida de cada um.


Se neste momento de autoanálise relacionado ao uso de drogas você ficar em dúvidas se precisa de ajuda, nosso texto “Preciso de tratamento para dependência química? Quem pode me ajudar?” pode trazer muitas novas respostas. Se sentir necessidade, também, entre em contato conosco!

Startup incubada com carinho no CocreationLab em Florianópolis - SC.

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